Como nossa sociedade se molda ao avanço tecnológico?!
Seguem aqui 2 videos. O original e a versão brasileira da experiencia.
Afinal como nossa sociedade no futuro lidará com tecnologias mais antigas?!
Esses dois videos dão uma ideia de como nossa visão de o que é obsoleto é formada.
Essas crianças nunca tiveram contato com tecnologias ligeiramente mais antigas, e o que é pior ainda, nunca foram estimuladas/incentivadas para que descobrissem como as coisas funcionavam a pouco tempo atras. Isso deixa evidente, como muitas vezes somos moldados por uma industria e um sociedade consumista que tenta passar a ideia de que coisas mais antigas simplesmente “não prestam” ou pouco são relevantes, tudo isso para que se incentive o consumo.
De qualquer forma, assistam os dois videos e pensem se com alguns conhecidos seus a reação seria tão diferente assim?!
Desenvolvimento natural ou forçado?
A evolução de uma tecnologia específica pode acontecer de várias formas. Pode vir naturalmente, pela carência de alguma pessoa ou grupo de pessoas fazendo com que o desenvolvimento de uma nova tecnologia melhor que a anterior aconteça. Porém além da necessidade também existe a pressão econômica das empresas que produzem tecnologia e as vendem as pessoas.
Um exemplo disso é a indústria de informática a qual faz com que cientistas desenvolvam tecnologias cada vez mais rapidamente para que se possam vender cada vez mais aparelhos para o consumidor, tentando fazer com que o consumidor ache que se não tiver o aparelho mais novo, “avançado”, ele estará ficando para trás ficando estagnado no tempo.
Desse modo quanto maior a velocidade de “avanço” da tecnologia, maior o número de aparelhos vendidos, e consequentemente maior o lucro da empresa e esse é o objetivo dessas empresas, maximizar cada vez mais o lucro. Fiscalização dessa prática é praticamente impossível, pois não existe a possibilidade de enquadrar essa prática como crime.
A única maneira de se resolver esse problema, é a conscientização da população, mostrando as pessoas que essa prática ocorre e que não é totalmente verdade o que se passa por meio de propagandas, deve-se tomar cuidado ao assistir os comerciais.
Gabriel de Andrade
Tecnologia, o que será?
Quando citamos tecnologia hoje em dia, a primeira coisa que vem à mente das pessoas, são objetos ligados a computação, internet entre outros aparatos digitais, não que não sejam tecnologias porém é um grupo muito pequeno dentre toda a tecnologia existente.
A tecnologia é a forma de se facilitar as atividades do cotidiano das pessoas, desde o início dos tempos o ser humano vem tentando deixar suas atividades cada vez mais fáceis e rápidas, com esse intuito vem sendo criadas ferramentas para que isso seja possível. A computação e seus complementos são as mais citadas pois, hoje são as tecnologias que são mais amplamente conhecidas e usadas por um grande grupo de pessoas em todo o mundo, com o intuito de aumentar a conexão entre as pessoas e agilizara comunicação entre elas, o que supostamente melhoraria o tempo de realização de projetos, de tomada de decisões entre outras utilidades.
Porém não se deve esquecer dos outros tipos de tecnologia, que são usadas diariamente de forma tão natural que passa despercebido pelas pessoas. Um exemplo disso são os automóveis, os quais hoje em dia são praticamente indispensáveis para grande parte dos indivíduos, e que foram uma grande evolução de uma tecnologia muito antiga ao longo do tempo com o intuito de facilitar e agilizar a locomoção das pessoas, que foi criada a aproximadamente há 5513 anos, a roda.
Como citado acima, uma tecnologia ligada ao transporte, existem tecnologias para todas as áreas existentes, e cada vez mais essas tecnologias vão se aprimorando com ajuda de inventores, estudiosos que ao sentirem dificuldade para realizar alguma função pensam em uma ferramenta hipotética que poderia ajudá-lo a realizar tal tarefa.
Gabriel de Andrade
Tecnologias Clássicas II
Primeiro falamos do fogo, onde o homem teve um grande avanço ao controlá-lo, agora vamos falar de uma invenção, e não sobre o domínio de algum elemento da natureza. Essa tecnologia revolucionou os meios de transporte de uma maneira imensa, facilitando a movimentação de pessoas, cargas ou até animais, fator decisivo em guerras ou até mesmo na colonização de lugares distantes. Essa tecnologia ajudou os povos antigos a chegarem a lugares distantes e povoarem grande parte dos continentes. Da mesma forma que o fogo, é uma tecnologia muito antiga e muito comum nos dias de hoje, a roda.
Existem evidencias de veículos com rodas que datam aproximadamente do quarto milênio a.C., mas não se tem certeza de qual cultura inventou originalmente a inventou. Mas sabe-se que muitos povos passaram a usar o veiculo com rodas rapidamente e, em vários casos, quase que simultaneamente.
Com isso podemos dizer que as sociedades que as utilizavam possivelmete obtiveram grandes vantagem em relações a outras. E esse tipo de vantagem é tão notorio que basta pensarmos em todas as coisas que nos cercam que precisam de rodas para funcionar e não me refiro a apenas veiculos, essa caneta que foi usada para rascunhar esta postagem tambem se utiliza de uma variavel de roda (esfera). Portanto pode-se imaginar uma infinidade de utensílios criados a partir da inovação que foi a roda.
Se hoje com tantas tecnologias modernas ainda somos baseados em algo Milenar que faz com que diversos aparatos funcionem, é possivel se pensar como esta invenção foi capaz de avançar uma sociedade em relação a outra.
E pensando um pouco mais, ainda é possível imaginar algumas dessas implicações, afinal sociedades com maiores tecnologias e maior poder devido a natureza humana é quase inevitável de não se pensar em dominância dos mais avançados perante ao mais simples. Resultando em conflitos, e ainda pensando mais amplamente até na miscigenação de raças causadas por esses conflitos.
Inventos e técnicas da antiguidade e como afetaram suas sociedades
Até o momento abordamos e discutimos alguns aspectos sociais de tecnologias recentes e outras antigas.
Mas chega-se em um ponto que o questionamento que se faz é:
“Como isso influenciou /influenciará os rumos da sociedade a que se referem?”
Alem de tema principal de nossa pesquisa, a pergunta acima tenta buscar uma justificativa seja para pesquisas, e conjuntamente as pesquisas tenta mostrar o impacto real que se tem sobre uma sociedade em questão.
Vamos pensar nos primórdios de tudo, a PRÉ-HISTÓRIA.
Discutir sobre o fogo pode parecer algo ultrapassado, ou até mesmo sem nexo, afinal todos nós sabemos que o fogo não foi descoberto nem inventado por ninguém, e sim dominado. Ao usarmos esse termo mostramos que foi uma tecnologia natural que apenas começamos a entender o seu funcionamento e como podemos utilizar.
“É importante não pensarmos que os homens das cavernas já haviam cursado FeTerm (ou algo do gênero), e sim que eles sabiam como acender fogueiras e como usar seu calor e luz (não sabiam em termos físicos o que calor muito menos luz)”
Os benéficos que o fogo trouxe foram muitos e racionalmente simples de pensarmos. Com o fogo poderia se ter aquecimento para épocas frias, alimentos cozidos com menos problemas para digestão e também se doenças, e também a claridade proveniente do fogo que poderia ser um auxilio para caça ou para as atividades noturnas.
Pense bem, com menos doenças devido ao consumo de alimentos crús, com menos riscos durante a caça de animais, com menos mortes devido a “hipotermia”, com tudo isso uma conclusão lógica que tiramos do fato do ser humano ter dominado o fogo é o aumento na qualidade de vida dos homens primitivos associado a uma maior estimativa de vida.
Temos aqui nossa primeira influencia de uma tecnologia em certa sociedade.
Em sequencia vejamos os EGÍPCIOS.
Visto como um povo que possuía uma ciência avançada os egípcios foram uma sociedade cuja tecnologia e feitos memoráveis são visíveis até hoje.
Vamos deixar de lado os feitos de engenharia (pirâmides) e vamos pensar em algo mais simples que ao meu ver teve uma influencia importantíssima em sua sociedade, a agricultura.
Rio Nilo, esse é o nome do responsável por se ter uma sociedade no meio de um deserto.
Claro que o posicionamento geográfico do rio em relação ao Egito contribuiu, mas devido a técnicas desenvolvidas, percebeu-se que com as enchentes do Nilo as terras que passavam submersas ao ficarem emersas novamente possuíam uma alta fertilidade. Com isso a população pode obter mais alimentos de maneira mais simples, sobrando mais tempo para se dedicarem a outras atividades, como cultura e pesquisas tecnológicas.
Um questionamento que pode ser feito é de como essa técnica de plantio pode ser considerada tecnologia. Se pararmos pra pensar, a própria agricultura pode ser considerada uma tecnologia, um avanço técnico que permitia o homem a não depender exclusivamente daquilo que a natureza o oferecia, e partir para criar a sua “própria natureza” gerando uma oferta de alimentos em quantidades e locais necessários a vida, dando inicio assim ao homem sedentário (que não devemos associar ao sedentarismo falado hoje em dia), ou seja as comunidades não precisariam mais se deslocar em busca de regiões com ofertas de alimentos, agora poderiam gerar sua própria oferta.
Voltando ao Egito e com posse dessas ultimas informações podemos colocar que a agricultura lá implantada é uma forma mais avançada de tecnologia sim, não consistia apenas em colocar sementes no solo e olhar para os “céus” pedindo a um deus que os ajudem na colheita.
Uma consequência disso pode se dizer que são as piramides, um povo que não tinham muitas preocupações com a subsistência (alimentos para sobreviver) tiveram tempo suficiente para desenvolver avançadas técnicas para a construção destes mausoléus.
ROMA ANTIGA
Saindo do Egito antigo e partindo para Roma, temos diversos avanços técnicos notáveis, desde engenharia, artes plásticas dentre diversos outros.
Nosso objetivo aqui é mostrar a influencia que um certo avanço tecnológico pode ter dentro de uma sociedade, não seria muito claro explicarmos tudo (se é que isso é possível!!!). Como enfoque na Roma antiga pensaremos na área de engenharia.
Quando olhamos para Roma nos dias atuais não é difícil encontrarmos ruínas e escombros de um passado “glorioso” (só quem olhou ao vivo sabe o sensação que se tem quando se observa as ruínas do Coliseu e do Fórum romano). Muitas civilizações construíram edificações, inclusive os Índios que habitavam no Brasil antes dos portugueses, sejam edificações muito ou pouco complexas, mas no geral todos fizeram algo.
Os Maias assim como os Egípcios construíam grandes edifícios, mas o que torna as construções romanas de certa porma especial são seus métodos e materiais empregados. Os Maias prevaleciam o uso de pedras “empilhadas” enquanto os egípcios utilizavam-se de um concreto / argamassa rudimentar, porem ainda assim utilizavam-se de enormes blocos de pedras entalhadas. Mas os Romanos conseguiram algo além disso, seja por motivos naturais dos compostos utilizados ou por avanços nas técnicas empregadas o fato é que o “concreto” Romano possuía uma qualidade melhor que os outros compostos utilizados por outras civilizações. Essa qualidade é tão nitidamente superior que os Romanos são considerados como os verdadeiros “inventores” do concreto que usamos atualmente. Porem além de edificações duradouras o que isso influenciou na sociedade Romana?
Como é de conhecimentos de todos a Itália se localiza numa região passível de terremotos, construções mais resistente que não ruíam com tremores corriqueiros pouparam diversas vidas e horas de trabalho em reconstrução, outra influencia disso é que os Romanos talvez sejam uma das sociedades que mais se preocuparam em infra estrutura, com construções de diversos prédios de funcionalidade publica como as casa de banhos, e também em diversas estruturas, como os aquedutos.
Construções como os aquedutos possibilitavam que vilas longes de fontes de água tivessem conforto e um continuo fornecimento de água, o que aumentava a qualidade de vida, assim como permitia uma exploração melhor de certas áreas como a agricultura por exemplo. Esses feitos de engenharia foram tão relevantes para o desenvolvimento de vilas e também para o desenvolvimento de engenharia que até hoje muitos destes aquedutos ainda estão em funcionamento alimentado pequenas vilas e cidades modernas na Itália atual.
É incrível pensarmos como um avanço em apenas um item nas técnicas dos Romanos tem uma influencia em toda uma evolução de uma certa sociedade. Não quero dizer que apenas o concreto utilizado por eles foram a principal motivação para esse avanço em toda um engenharia, mas quero dizer que esse avanço somado a outros possibilitaram obras de melhoria de qualidade de vida, inclusive algumas obras até hoje são utilizadas para atender a população moderna.
Por enquanto é isso que tenho a dizer. Depois falarei mais sobre outras tecnologias de outros povos e como influenciaram em suas sociedades. Vale lembrar que temos quase que uma obrigação de também falarmos sobres os chineses, mas isso fica para outro momento.
Tecnologias Clássicas I
Que tal discutir uma pouco sobre qual é a maior e mais importante tecnologia dominada pelo homem? É claro que eleger um primeiro colocado é impossível, mas vamos falar de alguns dos principais. Bom, para começar, temos uma tecnologia que foi dominada há muito tempo atrás, mais precisamente na pré-história e é com ela que temos praticamente tudo. Por exemplo, esse computador ou qualquer dispositivo eletrônico que você esteja usando nesse momento precisou dessa tecnologia para ser fabricado, carros não seriam carros sem essa tecnologia e comeríamos apenas comida fria ou na temperatura ambiente. Acho que já deu pra entender a sua importância histórica e todos já devem também ter percebido que estamos falando do fogo.
A capacidade de controle de fogo foi uma mudança dramática nos hábitos dos primeiros seres humanos. Fazer fogo para gerar calor e luz tornou possível às pessoas cozinhar alimentos, aumentando a variedade e disponibilidade de nutrientes. O calor produzido também ajudou as pessoas a manterem-se aquecidas no frio, permitindo-lhes viver em climas mais frios. O fogo também manteve predadores noturnos afastados. Evidências de comida cozida são encontradas a partir de 1,9 milhões de anos atrás, embora o fogo provavelmente não foi utilizado de forma controlada até há um milhão de anos. O uso do fogo tornou-se progressivamente mais sofisticado, com a sua utilização para produzir carvão e controlar a vida selvagem desde dezenas de milhares de anos atrás.
Existem inúmeras aplicações modernas de fogo. Em seu sentido mais amplo, o fogo é usado por quase todo o ser humano na terra em um ambiente controlado todos os dias. Os usuários de veículos de combustão interna empregam fogo cada vez que eles dirigem. Usinas termoelétricas fornecem eletricidade para uma grande porcentagem da humanidade.
O uso do fogo na guerra tem uma longa história. O fogo foi a base de todos as primeiras armas térmicas. Homero detalhou o uso do fogo por soldados gregos que se esconderam em um cavalo de madeira para queimar Troia durante a guerra de Troia. Mais tarde, a frota bizantina utilizou fogo grego para atacar navios e homens. Na Primeira Guerra Mundial, os primeiros modernos lança-chamas foram usados pela infantaria, e foram instalados de forma bem-sucedida em veículos blindados na Segunda Guerra Mundial. No final da guerra,bombas incendiárias foram usadas pelas Potências do Eixo e pelos Aliados da mesma forma. A Força Aérea dos Estados Unidos também usou amplamente bombas incendiárias contra alvos japoneses nos últimos meses da guerra, devastando cidades inteiras construídas principalmente com casas de madeira e papel.
Principal referência: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fogo
A Tecnologia de Da Vinci
Dentre as invenções bélicas, Leonardo Da Vinci criou várias máquinas estratégicas de ataque e de defesa. Além de ser um dos pintores mais célebres da história, o italiano também se aventurou como engenheiro. Contratado por senhores da guerra, como o duque Ludovico Sforza, de Milão, entre 1483 e 1490, e o cardeal César Bórgia, de Florença, entre 1502 e 1504, o inventor renascentista fez desenhos revolucionários de diversas armas militares, como protótipos de helicópteros, submarinos e tanques de guerra. Sempre à frente de seu tempo, muitos de seus projetos, pensados nos séculos 15 e 16, só saíram do papel quase 400 anos depois, com o avanço da tecnologia.
Portanto, mesmo limitado pelas técnicas da época, Da Vinci era capaz de ter ideias completamente novas e muitas delas ligadas a guerra. E talvez seja até possível dizer impulsionadas pela guerra, como acontece até os dias de hoje, onde muitos novos inventos são criados pensando primeiramente em força bélica e dependendo do uso, aproveitadas para o dia a dia da sociedade.
A ARTE DA GUERRA
Confira esboços do próprio Da Vinci para projetos bélicos
ATAQUE
Bombas fragmentadas
ANO 1490
Da Vinci aprimorou as balas de canhão. Quando acionadas, as bombas liberavam fragmentos afiados e projéteis menores em alta velocidade e em todas as direções, ampliando o campo de destruição. O artefato acabou sendo “inventado” e utilizado pelos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Canhão giratório
ANO Entre 1485 e 1489
Para fugir do simples canhão com rodinhas, Leonardo pensou em uma estrutura fortificada de madeira, com 16 bocas de fogo de artilharia, capaz de girar e disparar em várias direções. O protótipo não saiu do papel, já que, na época, era impossível fazer com que uma estrutura tão pesada fosse firme e dinâmica ao mesmo tempo.
Metralhadora
ANO 1482
Foi a precursora das metralhadoras de hoje. Com 12 canos de disparo, foi projetada para ser leve e capaz de atirar várias balas ao mesmo tempo. O único problema era a dificuldade em repor a munição. A ideia só se concretizou em 1884, quando o norte-americano Hiram Maxim criou a Maxim Gun, que já era automática e portátil
FONTES Livros Machines: Da Vinci’s Inventions Revealed e Leonardo’s Machines: Secrets and Inventions in the Da Vinci Codices, de Domenico Laurenza, editado por Edoardo Zanon e Mario Taddei. Documentário Doing Da Vinci, do Discovery Channel.
The Third Wave
A Evolução da sociedade atual vista em “um modelo de ondas”
Muitos historiadores gostam de dividir o mundo em “partes” com referencias ao desenvolvimento da tecnologia no período.
No mundo contemporâneo temos três divisões bem definidas: “agrícola”, “industriaria” e “tecnológica”.
Resumidamente a onda/divisão/era agraria se refere ao período anterior a revolução industrial, onde a maior parte do poder e capital estava atribuída a posse de terras. Neste ponto da sociedade muito pouco mudava, sem os meios de comunicação e os meios de produção em massa. A fonte de conhecimento e de informação mais relevante deste período era basicamente o boca a boca, seja entre familiares, na comunidade da igreja ou em grupos sociais pouco miscigenados.
Vale também ressaltar que nessa época, as cidades não eram bem desenvolvidas, sendo assim serviços básicos como educação e saúde, eram escassos, o que acabava por gerar um forte isolamento entre comunidades e culturas.
A segunda onda desta divisão é a própria revolução industrial, da maquina a vapor de James Watt. Agora o principal gerador de capital passa a ser a produção de produtos industrializados, e o comercio nas cidades. A sociedade passa por uma transição de agraria para urbana, com a instalação de serviços como bancos, educação e mídia através de jornal e radio futuramente.
Nos tempos atuais, vivemos na terceira onda, a era da tecnologia e informação, com o advento de computadores e a rede mundial (internet). Hoje o capital se concentra no principal bem da humanidade, o conhecimento, seja ele técnico, cientifico ou histórico. Neste momento quem tem conhecimento é capaz de produzir ou desenvolver qualquer coisa e consequentemente acaba por se atribuir valor a tudo aquilo que você é capaz de fazer, e não necessariamente tudo aquilo que você efetivamente faz. Outro detalhe importante é que na era da informação se tem um processo com forte poder de mudança: “A Globalização”.
Mas como essas “três ondas” são capazes de nos mostrar a influencia que a tecnologia tem na sociedade de hoje?!
Antes de se pensar como funciona o hoje temos que ver como funcionava o passado (é obvio, mas é preciso), mas, além disso, esse modelo de “ondas” mostra como uma tecnologia nova é capaz de influenciar todo um desenvolvimento humano e social de uma época. A maquina a vapor na Inglaterra é um exemplo claro disso, um invento que mudou localmente uma sociedade, e em pouco tempo foi capaz de transformar um mundo agrário, em uma sociedade urbana, consumista e poluidora (de um ponto de vista ambientalista que não vou abordar).
Tudo que foi escrito acima é apenas uma visão geral do texto de Alvin Toffler, quem quiser compreender melhor fica a dica de leitura:
The Third Wave – Alvin Toffler.
A Tecnologia das Civilizações Pré-Colombianas: Maias, Astecas e Incas
Maias
Não há consenso sobre a origem da civilização maia, cultura desenvolvida ao longo de uma extensa região que abrangia o sudeste do atual México e grande parte da América Central. Estima-se que a existência das etnias maias ocorreu entre os anos 2000 A.C. e 1546 D.C.
Com relação ao seu desenvolvimento tecnológico, a cultura maia caracterizou-se por um caráter prático extraordinário. Dentre suas realizações, pode-se destacar:
– Sua magnífica arquitetura;
Exemplo da complexidade da arquitetura maia
– Seu sistema numérico vigesimal, bem sofisticado, que podia realizar cálculos com centenas de milhões de registros e datas tão extensas, que seriam necessárias várias linhas de uma folha de caderno moderno para serem escritos. Além disso, descobriram e implementaram o conceito do número zero;
Sistema numérico vigesimal (base 20)
– A precisão de suas observações astronômicas que, comparativamente, eram melhores do que as verificadas em quaisquer outras civilizações anteriores ao advento do telescópio;
– Sua produção de milho atingiu o índice de 100 kg/hectare, através da agricultura de platôs. Além disso, através de seu desenvolvimento hidráulico, obtiverem uma excelente irrigação de suas áreas cultivadas. Recentes descobertas arqueológicas demonstram que os maias das zonas de Palenque, na selva de Chiapas, construíram canais de água anteriormente à chegada dos espanhóis. Para tal, utilizaram a força da gravidade e o estreitamento dos aquedutos para conseguir uma mudança na pressão da água.
Astecas
A civilização Asteca foi formada por um conjunto de etnias indígenas que possuía um idioma comum, o náhualt. Habitavam regiões da mesoamérica, entre os séculos XII e XVI.
O avançado grau de desenvolvimento técnico científico é o suporte do progresso tecnológico da cultura asteca. A educação asteca nesse campo foi fundamental, favorecendo o avanço na Matemática e na Astronomia. Em, aproximadamente, 1479, desenvolveram a pedra do Sol, que correspondia ao seu calendário.
Pedra do Sol: o calendário asteca
Na área da medicina, recorriam aos medicamentos herbários para ajudar na cura sintomática. Como não tiveram acesso a metais, como bronze ou ferro, utilizaram duas outras matérias-primas para a manufatura de ferramentas e armas cortantes: as obsidianas, uma espécie de lava das rochas vulcânicas, e o sílex, um mineral rígido utilizado para fazer lanças, facas e flechas. Outro aspecto interessante é o fato de que a tecnologia asteca conheceu a roda, mas, sem cavalos, mulas, nem animais de carga, dispensou qualquer veículo terrestre. Assim, desenvolveram canoas para deslocarem-se ao longo dos canais e lagos.
Armas feitas de obsidiana: tipo de vidro vulcânico
Incas
A civilização inca foi o resultado uma sucessão de culturas andinas pré-colombianas que resultaram no Estado de Cuzco, na América do Sul, cerca de 1200 D.C até a invasão dos conquistadores espanhóis em 1533 D.C.
Assim como astecas e maias, os incas também tiveram seu desenvolvimento atrelado à observação dos astros, principalmente do sol e das estrelas. Baseado no comportamento dos astros estabeleciam padrões exatos para o plantio e a colheita. Através de construções de pedra, conseguiam a medida do tempo, prever o clima e, inclusive, eclipses.
Conseguiram cultivar diversas espécies vegetais, mais de 70, em diferentes altitudes do império. Utilizaram terraços para aproveitar o solo, utilizando fatores como a umidade para criar microclimas e pequenas lagoas.











